O kit — ferramentas de verdade, incompletas de propósito

O kit — ferramentas de verdade, incompletas de propósito

Isto não é maquete nem promessa: são 5 motores que rodaram esta noite (29→30/08/2026), com teste automático próprio, e chegam aqui exatamente como foram provados — 54 golden tests (o nome técnico para "caso de teste que prova um comportamento específico, não só que o código não quebrou") passando, saída real colada mais abaixo. Nada aqui finge estar mais pronto do que está — e o que falta está listado, sem enfeite, na seção "incompleto de propósito".

Você não precisa entender o código. Cole este arquivo inteiro na sua inteligência artificial (Claude Code, Cursor, Windsurf, o que você já usa) e peça para ela rodar os comandos — é para isso que ele foi escrito.

O que cada ferramenta faz (1 frase cada)

ferramentao que faz
scripts/fila.tscaixa de entrada em disco para cada "agente" — posta um pedido, outro processo pega com exclusividade garantida (nunca dois pegam o mesmo), conclui e devolve o resultado; funciona entre sessões diferentes na mesma máquina, sem servidor nenhum.
scripts/orquestra-viva.ts (+ .html + .sh)um painel visual ao vivo — sobe um servidor só na sua máquina (127.0.0.1, nunca sai dela) e mostra em tempo real quem está trabalhando, o que está pendente e o que já foi concluído, com um clique para mandar um PING.
scripts/vigia-ambiente.shum vigia que dorme, acorda de tempos em tempos, compara o ambiente (arquivos escolhidos, o veredito de um sentinela, o commit mais recente do git) e só avisa quando algo de fato mudou — nunca por reflexo (tocar um arquivo sem mudar o conteúdo não conta).
scripts/orquestra-entrar.sha porta única de entrada de uma sessão nova: pergunta qual papel ela vai exercer (coordenadora, forja, revisor...), entrega o resumo certo para aquele papel, e trava para que a mesma janela não vire dois papéis ao mesmo tempo sem querer.
scripts/cronica.tsconta em prosa, com ajuda de um modelo de linguagem, o que a orquestra fez — sempre a partir dos fatos medidos na fila (nunca inventa número; se não tem fato, diz que está vazio).

Como rodar (precisa do bun instalado)

# se ainda não tem o bun:
curl -fsSL https://bun.sh/install | bash

# um exemplo — postar um pedido para o agente "forja" e ver o estado da fila:
bun kit/scripts/fila.ts postar forja "meu primeiro pedido" --de eu
bun kit/scripts/fila.ts estado

# subir o painel visual (abre no navegador em http://127.0.0.1:4599):
bash kit/scripts/orquestra-viva.sh

Se você não quer digitar nada disso, é exatamente aqui que a sua IA entra — peça a ela para rodar os comandos acima e te mostrar o resultado.

Leia antes de rodar

  • Tudo roda local. Nenhuma ferramenta aqui faz chamada de rede para fora, com uma exceção declarada: cronica.ts no modo gerar chama o Claude Code CLI já instalado na sua máquina (claude -p ...) para escrever a narrativa — se você não tem o Claude Code instalado/autenticado, rode com EGOS_CRONICA_FAKE=1 na frente do comando (o motor testa e mostra o formato sem gastar nada).
  • O servidor do orquestra-viva.ts escuta só em 127.0.0.1 — não é alcançável por fora da sua máquina, por desenho.
  • As ferramentas escrevem estado em ~/.egos/ (fila, crônica) — é uma pasta de trabalho da sua máquina, fora do git, específica de cada computador. Isso é intencional: o motor viaja no repositório, o dado fica com você (P4 do EGOS).
  • orquestra-entrar.sh, no papel "forja", tenta isolar o trabalho num worktree próprio chamando um script chamado worktree-seguro.shesse script não veio junto neste kit (ver "incompleto de propósito" abaixo); sem ele, a entrada como forja avisa e segue sem isolar automaticamente.
  • orquestra-viva.sh tenta abrir uma janela dedicada com google-chrome --app; se você não tem o Chrome, abra http://127.0.0.1:4599 manualmente em qualquer navegador — funciona igual, só sem esse atalho.
  • Nenhum destes motores tem autenticação própria: quem tem acesso ao disco da máquina tem acesso à fila. Foram desenhados para UMA máquina de confiança, não para dividir entre pessoas que não confiam entre si sentadas no mesmo computador.

Como conferir que os testes passam de verdade

Cada ferramenta trouxe o próprio teste (arquivo *.test.sh) — rode e veja a saída real, sem precisar acreditar em ninguém:

bash kit/scripts/fila.test.sh
bash kit/scripts/orquestra-viva.test.sh
bash kit/scripts/vigia-ambiente.test.sh
bash kit/scripts/orquestra-entrar.test.sh
bash kit/scripts/cronica.test.sh

Cada linha 🟢 é um comportamento específico provado (não "não quebrou", e sim "faz o que diz que faz"). A saída que vale é a da SUA máquina — rode e veja; nenhuma prova nossa substitui a sua.

Baixar os arquivos

Tudo aqui é licença MIT — livre para usar, copiar, modificar e forkar; no universo que nasce na sua máquina, o sol é você. Os arquivos, um a um (clique com o direito → salvar como, ou peça à sua IA para baixar):

De onde isto vem: cinco.ia.br é o convite e o mapa vivo; egos.ia.br é a federação EGOS, onde estes motores nasceram e rodam todo dia; github.com/enioxt é o mapa geral dos repositórios.

Incompleto de propósito

Isto não é a lista do que deu errado — é a lista do que ainda não construímos, dita alto de propósito, porque terminar escondendo o que falta é pior do que chegar incompleto.

  • Presença entre máquinas diferentes (a federação de verdade) ainda não existe. Hoje a fila e a "escuta viva" só enxergam processos da MESMA máquina (o motor confere o pid local); combinar a fila da sua máquina com a de outra pessoa — o próximo passo real da federação — ainda não foi construído. É exatamente aqui que a próxima pessoa entra.
  • Sem restart automático (o que chamamos de F2). Se o processo que "escuta" (fila.ts esperar) cair — a máquina reiniciar, o processo morrer — ele não volta sozinho. Alguém (ou um cron, que também não vem pronto aqui) precisa rearmar. fila.ts estado mostra honestamente quando isso aconteceu (escuta "órfã" ou "sem escuta"); ele nunca finge que está tudo bem.
  • orquestra-entrar.sh espera um script de isolamento (worktree-seguro.sh) que não está neste kit. Sem ele, o papel "forja" ainda funciona, só não cria automaticamente um espaço de trabalho isolado — isso fica manual até alguém trazer esse motor também.
  • cronica.ts depende de um LLM externo (via Claude Code CLI) para narrar de verdade. Sem ele instalado e autenticado, só roda no modo de teste (EGOS_CRONICA_FAKE=1), que prova o formato mas não escreve a história real.
  • Não existe autenticação nem separação de usuários. Pensado para uma pessoa, uma máquina, um nível de confiança. Multiusuário na mesma máquina é território ainda não desenhado.

Antes de tudo: o que você precisa para rodar isto

Peça por peça, degrau por degrau, com o custo de cada uma e o que dá para fazer de graça — IDE, Supabase, Evolution API, modelo. Está em O-QUE-VOCE-PRECISA.html. O degrau 1 não custa nada e já entrega valor; só suba quando o anterior estiver de pé.

O convite

Cada lacuna acima é um convite, não uma desculpa. Se alguma dessas peças é exatamente o que você sabe construir — federação entre máquinas, restart automático, isolamento por worktree, outra forma de narrar o que a orquestra fez — é aqui que você entra. O motor que já existe está testado e a prova está colada acima; o que falta, falta de verdade, e está escrito para que a próxima pessoa não precise adivinhar por onde continuar.